quinta-feira, 16 de abril de 2026

SAMBA 03 É O CAMPEÃO E REPRESENTARÁ A FLORIPA NO CARNAVAL VIRTUAL DE 2026

 



SAMBA ENREDO 03
COMPOSITOR: Rafael Muniz, Hellen Rios e Helysson Caju

Nos olhos marejados de saudade
Brilha a luz da eternidade
Quantas redes já lancei!
O sal guarda na pele a poesia
E a valentia da canoa herdei
Não juro, mas posso jurar
As bruxas vieram dizer
Que um fogo aquece o luar
E as sereias vão levar você

Quem renuncia aos encantos não sabe viver

Ê quitandeira
O que traz nesse balaio
É a sua liberdade
Ou a sua rendição?
Giram engenhos, todo dia é travessia
Balança o barco, renova a vida

Aceno em despedida ao romeiro lá na praia
Como um milagre o aço no céu reinventa o chão
O povo se arruma pra ver
O sonho vai acontecer
Um novo caminho de amores e evolução
Cartão postal
A obra-prima virou carnaval
Do Morro da Caixa é ainda mais bela
Musa do poeta, pintura e canção

Quero em tua força me inspirar
Resistir ao tempo no espelho do mar

As pipas ganham o ar
Tem festa pra celebrar
Floripa do Samba, identidade!
Hoje a minha escola vai brincar na Hercílio Luz
Patrimônio cultural da humanidade

quarta-feira, 15 de abril de 2026

SAMBA CONCORRENTE 04 - ALEX ROMAN E PRISCILA BUENO

 

SAMBA ENREDO 04
COMPOSITOR: Alex Roman e Priscila Bueno

Ilha encantada, pode cantar 
Teu sonho atravessa o mar 
Joga a rede pescador são 100 anos de amor 
Eu sou Floripa a luz que iluminou 

No espelho do mar, guardião do segredo 
Sou filho da Ilha, herdeira do enredo 
No canto da rede, ouvi tradição 
Mistério e magia na imensidão 
Bruxa riscando o céu prateado 
Sereia cantando e um céu estrelado 
No sopro do vento, um tempo ancestral 
A Ilha bordava o seu ritual 
Mas o progresso soprou no horizonte 
Fez do sonho um caminho a brilhar 
Entre aço e coragem, ergueu-se a ponte 
Pra dois mundos enfim se abraçar 

Vem ver! 
A travessia da história no ar 
É Floripa a cantar! 
No balanço das ondas, vou me encontrar 
Na luz que o tempo guardou 
Dama de ferro, o povo te eternizou! 

Meu velho contou de um tempo distante 
Sem ponte, só braço e mar navegante 
Boiadas cortando a imensidão 
E a vida moldada na tradição 
Chegaram navios, trouxeram a esperança 
Gigante surgindo nas águas lembranças 
Milagre ou feitiço ? O povo dizia 
Nascia um sonho, virava poesia 
Mas o tempo também sabe ferir 
Silenciou o seu cantar 
Na solidão, vi a ponte dormir 
E sem ter quem fosse cuidar 
Assim a voz do povo ecoou mais forte 
Fez renascer seu valor 
Das cinzas, voltou majestosa e imponente 
Mais viva no nosso amor 

SAMBA CONCORRENTE 03 - RAFAEL MUNIZ, HELLEN RIOS E HELYSSON CAJU



SAMBA ENREDO 03
COMPOSITOR: Rafael Muniz, Hellen Rios e Helysson Caju

Nos olhos marejados de saudade
Brilha a luz da eternidade
Quantas redes já lancei!
O sal guarda na pele a poesia
E a valentia da canoa herdei
Não juro, mas posso jurar
As bruxas vieram dizer
Que um fogo aquece o luar
E as sereias vão levar você

Quem renuncia aos encantos não sabe viver

Ê quitandeira
O que traz nesse balaio
É a sua liberdade
Ou a sua rendição?
Giram engenhos, todo dia é travessia
Balança o barco, renova a vida

Aceno em despedida ao romeiro lá na praia
Como um milagre o aço no céu reinventa o chão
O povo se arruma pra ver
O sonho vai acontecer
Um novo caminho de amores e evolução
Cartão postal
A obra-prima virou carnaval
Do Morro da Caixa é ainda mais bela
Musa do poeta, pintura e canção

Quero em tua força me inspirar
Resistir ao tempo no espelho do mar

As pipas ganham o ar
Tem festa pra celebrar
Floripa do Samba, identidade!
Hoje a minha escola vai brincar na Hercílio Luz
Patrimônio cultural da humanidade




SAMBA CONCORRENTE 02 - PAULO CARVALHO

 


SAMBA ENREDO 02
COMPOSITOR: Paulo Carvalho

Brisa leve é poesia
A sua história me guia
O olhar mareja ao relembrar 
Quando o mar de ilusão
Abraça a cidade
O cantar da sereia pede passagem
Em noite de lua cheia (Oh clareia)
Na canoa a promessa
Das lendas que bordaram o caminho 
O carinho por esse chão começa 
Nos encantos e magias dessa terra!!

Ê MARÉ, BALANÇA
NAS ONDAS A LEVAR A MEMÓRIAS E LEMBRANÇAS 
DO PESCADOR UM CONTO DE AMOR
HERANÇA QUE O VENTO ETERNIZOU 

Fé…Nossa Senhora alumiou o destino
E o menino, viu o progresso acontecer 
A dama de ferro renascer 
Na arte e cultura, se fez tradição 
Melodia que embala a canção
Floripa, sua beleza ganhou o mundo
É meu cartão postal
Sentimento mais profundo
Onde meu povo se encontra
Do Morro da Caixa, pintou o carnaval
Minha ponte maravilha 
É o cenário mais lindo da ilha!!!

A FORÇA DO MEU PAVILHÃO CONDUZ
À PONTE HERCÍLIO LUZ
EU SOU O SAMBA, RAIZ DE VERDADE
CEM ANOS DESSA IDENTIDADE!!

SAMBA CONCORRETE 01 - TULIO RABELO

 


SAMBA ENREDO 01
COMPOSITOR: Tulio Rabelo

Dama de Ferro
Sou pescador e sempre passei por ti
Desde antes de mim e do seu existir
Um mar de histórias e emoções
Sereias e o boitatá
A guardar... a Ilha encantada
Tem bruxa solta no ar
Em noite enluarada
Nossa Senhora do Desterro
Cresceu, o povo semeou
É agricultura, comércio, indústria
Que o curso da água guiou

É República amor, tempo de inovações
Um homem banhado em inspirações
Tece a Ilha um mundo de conexões (2x)

13 de Maio, foi o dia
A ponte foi inaugurada 
Parece até bruxaria
Florianópolis modernizada
Artistas, pintores e poetas
Na folia e também na novela
Bem cuidada tem um charme sem igual
Bem cuidada tem um charme sem igual

A Ponte Hercílio Luz... encanta
Quem passa nela hoje é Floripa do Samba!!! (2x)

Vou arrepiar, contagiar
A passarela virtual 
Que agora incorpora e é ela
A musa do meu Carnaval

É o centenário dela...
Vamos fazer festa
É Arte, é luz e aquarela (2x)

domingo, 5 de abril de 2026

FLORIPA DO SAMBA HOMENAGEIA CENTENÁRIO DO SEU SÍMBOLO: PONTE HERCÍLIO LUZ PARA O CARNAVAL DE 2026

 


O enredo será assinado mais um ano pelo carnavalesco Charlton Júnior. O enredo será assinado pelo Fernando Constâncio.

Confira a sinopse:

Justificativa

Para o Carnaval Virtual de 2026, a Floripa do Samba levará à passarela virtual um enredo de exaltação dedicado à Ponte Hercílio Luz, símbolo que marca a paisagem e a memória coletiva da cidade de Florianópolis, território que nossa escola orgulhosamente representa.

Em 2026, a histórica estrutura metálica completa cem anos de existência, consolidando-se não apenas como um marco arquitetônico, mas como uma ponte de histórias, afetos e transformações que moldaram a capital catarinense.

A narrativa do enredo será conduzida pelo olhar e pela memória de um pescador, personagem profundamente ligado à cultura e à identidade da Ilha. Através de suas lembranças, acompanhamos o fluxo do tempo e as mudanças da cidade. É ele quem escuta histórias antigas, observa o movimento das marés e testemunha as transformações espaciais, sociais e urbanas que se intensificam com a construção da ponte.

A abertura do desfile mergulha no imaginário fantástico de Florianópolis, resgatando as narrativas míticas que povoam o folclore local. Bruxas, criaturas encantadas e seres marinhos surgem como guardiões simbólicos das águas e das paisagens onde, tempos depois, se ergueria a monumental estrutura da ponte. Nesse primeiro momento, o enredo celebra o universo mágico e ancestral que compõe a identidade cultural da Ilha. Em seguida, o desfile apresenta a íntima relação entre a cidade e o mar antes da construção da ponte. Durante séculos, a dinâmica da vida urbana de Florianópolis foi mediada pelas águas: canoas cruzavam a baía, pescadores moldavam o cotidiano das comunidades litorâneas e o mar funcionava como principal via de circulação, abastecimento e encontro entre a Ilha e o continente.

No setor seguinte, o enredo avança para o início do século XX e acompanha a chegada dos ventos da modernidade. Surge então a imponente Ponte Hercílio Luz, conhecida como a “Dama de Ferro”, uma obra monumental que transformaria profundamente a configuração urbana da cidade. Sua construção não apenas conectou fisicamente Ilha e continente, mas também inaugurou novas possibilidades de circulação, crescimento urbano e desenvolvimento econômico.

Com o passar das décadas, a ponte tornou-se um dos maiores símbolos de Florianópolis, eternizada nas artes, na música, na fotografia e em diversas representações culturais. Sua imagem ultrapassou a função de infraestrutura e passou a ocupar o imaginário afetivo da população, tornando-se um verdadeiro ícone identitário da cidade. Na parte final do desfile, o enredo aborda a trajetória recente da ponte, marcada por seu longo período de fechamento e pelas mobilizações em torno de sua preservação. Após anos de restauração, sua reabertura em 2019 devolveu à cidade um espaço carregado de significado. Mais do que uma ligação física, a Ponte Hercílio Luz transformou-se em palco de encontros, celebrações e novas sociabilidades, reafirmando seu papel como patrimônio vivo da capital catarinense. Assim, ao celebrar o centenário da Ponte Hercílio Luz, a Floripa do Samba propõe um desfile que atravessa tempos, memórias e paisagens. Uma narrativa que conecta passado, presente e imaginação para homenagear a estrutura que, há cem anos, liga territórios, histórias e corações na cidade de Florianópolis.

Sinopse
Eu conto essa história como quem passou a vida olhando o mar. Sou pescador antigo dessas bandas, daqueles que saem antes do sol nascer e voltam quando o céu já se pinta de laranja. O mar, pra mim, nunca foi só água e sal. Ele sempre guardou segredo e quem vive dele aprende a escutar.

Dizem os mais antigos, e eu também acredito, que esse mar que hoje abraça a Ilha de Santa Catarina e sustenta aquela grande armação entrelaçada de ferro chamada Ponte Hercílio Luz já foi morada de muitos encantos. Não era só caminho de canoa e rede lançada. Era também a passagem de seres que vivem entre o mundo da gente e o mundo do mistério. Nas madrugadas de mar calmo, quando o oceano parecia espelho, muitos juravam ouvir o canto das sereias ondinas. Eu mesmo, certa vez, vi a água se mover sem vento algum, como se mãos invisíveis acariciassem as ondas. Diziam que eram elas, guardiãs da Ilha, protegendo estas terras de quem vinha com más intenções.
E quando a lua cheia subia redonda no céu, clareando tudo como uma lamparina, havia quem visse, lá no alto, as bruxas atravessando o firmamento, riscando o céu com suas vassouras. O povo dizia que elas bordavam à noite, costurando mistério nas nuvens e deixando a Ilha coberta de encanto. Mas em outras noites, dessas que a gente nunca esquece, surgia no céu uma luz de fogo cortando a escuridão. Era o Boitatá, serpente de clarão ardente, guardião dessas terras. Seu rastro iluminava o horizonte como se anunciasse mudança. Como se dissesse, lá do alto: novos tempos estão chegando.
E foi assim, entre histórias de pescador e lendas sopradas pelo vento do mar, que a cidade começou a mudar. Eu ainda não era nascido, mas meu avô contava como era no tempo em que esta terra se chamava Nossa Senhora do Desterro. Era uma cidade pequena, abraçada pelo mar por todos os lados. O porto vivia cheio de movimento: canoas chegando, gente desembarcando, peixe fresco, mandioca, frutas… As quitandeiras gritavam suas mercadorias enquanto mascates atravessavam as ruas oferecendo de tudo um pouco. Naquele tempo não existia ponte nenhuma. Quem queria ir ao continente dependia da maré, da coragem e do braço forte. Tudo acontecia sobre as águas: gente que ia, gente que vinha, comércio que chegava e partia.
Nas noites de lua cheia, quando a maré baixava e o mar ficava manso, acontecia uma das cenas mais curiosas que meu avô já viu: bois atravessando o canal a nado. Vinham do continente para abastecer os engenhos e o comércio da Ilha. Era um cortejo lento, silencioso, apenas o som das águas abrindo caminho para aqueles animais passarem. Assim, entre redes lançadas, velas içadas e marés que nunca param, a cidade atravessou o século XIX e entrou no século XX, um tempo que prometia inovações e modernidade.
A República ainda era novidade no Brasil, e por aqui o povo começava a falar em progresso. Diziam que a cidade precisava mudar: trazer água encanada, luz elétrica, melhorar as ruas, reorganizar a vida urbana, o abastecimento era difícil, tudo dependia da travessia pelo mar. Foi nesse tempo que começaram também as disputas políticas. Muitos políticos do interior do estado, principalmente da região de Lages, defendiam que a capital deveria sair da Ilha. Diziam que lá era mais moderno e mais preparado. Mas foi então que surgiu um homem decidido a mudar esse destino: Hercílio Luz. Ele acreditava que a Ilha não poderia viver isolada. Que o futuro de Santa Catarina passava por ligar aquelas terras ao continente. E assim nasceu a ideia que parecia loucura para muita gente: construir uma ponte gigantesca atravessando o mar.
Meu avô contava que grandes navios começaram a aparecer no horizonte, trazendo enormes peças de aço vindas dos Estados Unidos. Era coisa que o povo nunca tinha visto. Pareciam montanhas de ferro chegando pelo oceano. Os operários trabalharam duro, enfrentando vento, chuva e o balanço do mar. Foram anos de suor até que, finalmente, numa quinta-feira chuvosa de 13 de maio, a ponte foi inaugurada. Gente de toda a Ilha veio ver aquele milagre de ferro atravessando o mar. Muitos que não tinham acompanhado as obras ficaram boquiabertos. Alguns diziam que era milagre. Outros cochichavam que só podia ser bruxaria. Mas ali estava ela: a grande ponte, moderna, ousada, colocando Florianópolis entre as cidades mais avançadas do mundo naquele tempo. 
Com o passar dos anos, a ponte virou mais que passagem. Virou símbolo. Inspirou artistas, pintores e poetas. Nas canções do catarinense Luiz Henrique Rosa, eternizadas na voz de Martinho da Vila, ela virou verso e melodia, uma jóia reluzente no coração da cidade. Também brilhou nas telas da televisão, aparecendo em novelas como Como uma Onda e Insensato Coração, levando o nome de Florianópolis para todo o Brasil. E não demorou para a ponte também virar carnaval. Vestida com as cores amarelo, vermelho e branco da Embaixada Copa Lord, ela desfilou na avenida como se fosse um colar de luz atravessando a história da cidade.
Mas o tempo, que também é maré, mudou de rumo.
Sem manutenção e cuidado, aquela grande dama de ferro foi envelhecendo. Um dia fecharam suas passagens. O silêncio tomou conta dela. A ponte que antes era orgulho virou problema. Houve quem defendesse sua demolição. Chamaram-na de elefante branco com gastos exorbitantes. Enquanto isso, muita gente na cidade lutava para sobreviver, vivendo entre dificuldades e abandono.
Foram anos de debates, obras demoradas e muitas críticas. Até que, finalmente, depois de tanto tempo adormecida, a ponte voltou a abrir seus caminhos no ano de 2019. Foi festa grande. Balões no céu, pipoca nas ruas, crianças correndo, gente emocionada olhando para aquela velha companheira que voltava a respirar junto com a cidade. Hoje, quando passo de barco por baixo dela, ainda sinto algo difícil de explicar. Vejo gente caminhando, feiras acontecendo, manifestações levantando voz, artistas ocupando aquele espaço.
E quando chega dezembro, a velha dama de ferro se veste de luz. Estrelas brilham, corações se acendem, anjos enfeitam o céu da Ilha.Então eu paro meu barco um instante, olho o reflexo das luzes na água e penso: o mar continua o mesmo, cheio de histórias, mistério e memória. E a ponte ali, firme sobre as ondas, parece lembrar a todos nós que a cidade, assim como o mar, nunca para de se transformar.

domingo, 7 de setembro de 2025

FLORIPA DO SAMBA FICA EM TERCEIRO LUGAR E VOLTA A DESFILAR NAS CAMPEÃS

 


Após uma apuração nota a nota, a Floripa do Samba terminou em terceiro lugar, numa disputa com 18 agremiações virtuais. Com o enredo "Martírios e Paraísos Utópicos na terra que se chama Brasil", escrito pelo enredista Fernando Constâncio e desenvolvido pelo carnavalesco Charlton Júnior, a Floripa do Samba teve sua melhor colocação desde 2020, quando foi campeã do grupo especial com o enredo "Akara".

Confira as notas dos jurados:

SAMBA ENREDO
Nota 10
Nota 10
Nota 10 
Um jurado não entregou as notas, configurando como descarte

CONJUNTO
Nota 10
Nota 10
Nota 9,9
Um jurado não entregou as notas, configurando como descarte

ALEGORIAS E ADEREÇOS
Nota 10,0
Nota 10,0
Nota 10,0
Nota 9,9

FANTASIAS
Nota 10,0
Nota 9,9
Nota 9,8
Um jurado não entregou as notas, configurando como descarte

HARMONIA MUSICAL
Nota 10
Nota 10
Nota 10
Nota 10

ENREDO
Nota 10
Nota 10
Nota 10
Nota 10

Classificação Final




domingo, 6 de abril de 2025

Samba 06 é o Vencedor da disputa do samba-enredo

 


Após a divulgação dos 6 sambas-enredos, a Floripa do Samba comunica o vencedor. Samba de Rafael Muniz e Lucas Donato vai representar a nossa agremiação.

Presidente Christian enfatizou o compromisso pelo título de 2025. "2024 foi um ano para esquecer. Tivemos problemas e lutamos para por a escola na avenida. Em 2025 vamos vir renovado e com um belíssimo samba-enredo".

Presidente: Christian Fonseca
Carnavalesco: Fernando Constâncio 
Enredo: Martírios e Paraísos utópicos na terra que se chama Brasil
Compositores: Rafael Muniz e Lucas Donato

Eu vejo o sonho, o Paraíso 
Nos olhos o brilho do céu de Jaci 
Eu vejo a força criadora de Yebá Beló
O templo maior, oh Mãe Natureza!
Luz ofuscada nas ondas da navegação 
Meu canto sagrado não vence o canhão
E assim se forja o Brasil
A cruz e o fuzil bem na cara da gente
Na terra do Inferno Colonial
É fácil plantar o mal
Cavalo dado não se olha os dentes

A joia do Imperador chegou
Flamula um falso esplendor de amor
O amargo da cana, o suor na lavoura
O corpo sangra na estação mais duradoura

O samba danado glorifica o fim da escravidão 
E chora se não encontra igualdade 
A luta diária pra garantir o pão
Só vê censura e repressão
Mas que covardes!
Pode cuspir, pode calar
Que o teu declínio há de chegar
Entre as ruínas nasce a flor da nova idade
Pode cuspir, pode calar
Que a alegria há de voltar
Chegou a hora de cantar a liberdade

Eu vou à luta com a pele vermelha
A minha bandeira é flecha ancestral
Floripa do Samba, voz da resistência
É a essência do meu Carnaval!