quinta-feira, 23 de maio de 2024
Flávio Santos, do samba 04, é o Grande Vencedor
segunda-feira, 20 de maio de 2024
Samba Concorrente 04 - Flávio Santos (Carnaval Virtual 2024)
Samba Concorrente 03 - Túlio Rabelo (Carnaval Virtual 2024)
Samba Concorrente 02 - Paulo Carvalho (Carnaval Virtual 2024)
Samba Concorrente 01 - Andre Mattos e CIA (Carnaval Virtual 2024)
Te
entrego, receba a minha vela
Minha história é tão bela,
embarque nessa viagem
Eu vim da Europa pro
Maranhão
De cana fiz plantação
Tantos negros viviam na
escravidão
A Companhia eu sabotava
E cada vez mais cheio o bolso
ficava
Com ambição, perseverança
Eu vou lutar com esperança
Ninguém vai me derrubar
Muito menos me humilhar
Eu sou mulher de fé que
vive de bonança
Dinheiro botei na Guerra do
Paraguai
E a Revolta maranhense pude
financiar
E sem fama de ajudar sempre ia
ficar
Meu sonho de ser Baronesa
Dom Pedro não quis ceder essa
proeza
Pela inveja dos outros eu ouvi
Tantas besteiras que eu nunca
cometi
Meu corpo a sete palmos desse
chão
Minh'alma vagueia na
escuridão
Senta nessa carruagem
Escute a lenda, mas só quem tem
coragem!
Na Maranhão o seu barco
aportou ôôôô
O oceano ela cruzou
Veio tão cedo para o
Brasil essa menina
Que hoje entrega sua vela
pra Floripa!
sábado, 20 de abril de 2024
Floripa do Samba abre concurso para Samba-Enredo 2024
Regras do Concurso:
O concurso se samba se dará entre as datas 20/04/2024 até 05/05/2024. (Tal prazo pode ser prorrogável dependendo da quantidade de sambas inscritos, não podendo exceder 20/05/2024).
Cada compositor pode inscrever quantos sambas-enredos quiser;
Os sambas devem ser encaminhados para o Whatsapp do presidente Christian Fonseca, (48) 9 9819 5145.
Os sambas encaminhados devem estar em formato Mp3 acompanhados da letra do samba-enredo.
A data limite para o anúncio do samba vencedor será no dia: 30/05/2024.
Floripa contará a lenda de Donana - A Rainha do Maranhão
É transbordando mistérios, que a Floripa do Samba apresenta o seu enredo para o carnaval de 2024. Iremos viajar para o Maranhão e contar a lenda de Ana Joaquina Jansen Pereira, mais conhecida como Donana (viveu entre 1793 a 1869). Descendente de uma família nobre da Europa, fincou raízes em terras brasileiras, erguendo um império de terras e imóveis, alcançando a alcunha de Rainha do Maranhão. Em escritos sobre essa personagem, encontra-se registros de uma mulher ativa nas questões políticas e dos movimentos sociais, além de auxiliar o Imperador do Brasil em causas importantes, sonhava um dia ser aclamada como baronesa.
Seu envolvimento com tais causas e seu poderoso império e fortuna conquistados em São Luís do Maranhão – fato nada habitual para uma mulher do Maranhão do século XVIII/XIX – fizeram surgir das mais diversas lendas. Boatos em bocas miúdas circulavam pela cidade, surgindo assim, a história da Carruagem de Ana Jansen. Outras histórias, como o fato de judiar de seus escravos, fizeram emergir a lenda que Donana teria sua alma condenada, vagando pelas ruas da cidade do Maranhão numa carruagem assombrada, conduzida por um escravo sem cabeça e por cavalos também decapitados. Pelas bocas miúdas, conta-se, que nas noites de quinta para sexta-feira, quem a encontra pelo caminho deveria aceitar a vela acessa que Jansen oferecia, para que na manhã seguinte a vela se transformasse em um osso…
É através dessa história e em suas lendas derivadas que a Floripa do Samba vai adentrar a passarela Virtual no carnaval de 2024. O intuito é contar e recontar a história de Ana Jansen, a Rainha do Maranhão. Sua figura é de grande relevância histórica, tendo em vista, que figurou entre as principais personagens do século XVIII e XIX do Maranhão e do Brasil.
2. SINOPSE:
Vim da Europa com minha família Moller
E no Maranhão me instalei
Após grandes dificuldades
Uma luz eu encontrei
Aprendi com meu Avô
Um comerciante de madeira
A lutar sempre pela vida
E que sempre há uma maneira
Pelo vai e vem das águas
De Além-mar despontam novas terras
A travessia do Atlântico foi dura
E no Calor dos Trópicos aberra
Fiquei conhecida como Donana, a Rainha do Maranhão
Em minhas fazendas se fizeram prosperar
Produtos como Cana-de-açúcar e algodão
Além de deter o maior número de escravos da região
Para consolidar o meu poder
E manter o monopólio da água
Eu sabotava a Companhia
E assim mais lucrava
Sou uma mulher ambiciosa e perseverante
Num cenário excludente, me demonstrei resiliente
Fui ativa na política, Reativei o “Bem-te-vi”
E nessa grande confusão, acredito que Venci
Já tentaram me humilhar
Foi um tal comendador
Que no fundo de um penico de porcelana
Uma foto minha colocou
Eu tentei, juro que tentei
O notável título monárquico de Baronesa
Mas Dom Pedro II por inveja
Não me concedeu tal proeza
Ajuda já me pediram
Para evitar a cidade agitada
Financiei Duque de Caxias
Na Revolta conhecida como Balaiada
E a Guerra do Paraguai
Eu também financiei
Mas não tive reconhecimento
E na mão, novamente, fiquei
Falam do meu modo de vestir
Falam do jeito que sou
Mas é tudo inveja dos homens
Pois tinha o poder que nenhum deles conquistou
Após minha morte
Muitas coisas eu ouvi
Faço defunto arrepiar
E Bumba-meu-Boi dormi
Inclusive falaram
Que eu judiava de meus escravos
Que os deixava morrer em poços
Mas, isso não é verdade seu moço
A noite se aproxima
Volto em vida para essa homenagem
Vagando numa carruagem
Aceite a vela e embarque nessa viagem
Christian Fonseca e Fernando Constâncio
3. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
JUNIOR, Flávio Pereira Costa. Entre o popular e o erudito: as lendas como representação do Maranhão oitocentista. Universidade Estadual do Maranhão. 2013. Disponível em: <http://www.historia.uema.br/wp- content/uploads/2015/09/7.-flavio- pereira-costa-junior.pdf>. Acesso em: 09 de maio de 2018.
MORAES, Jomar (org). Ana Jansen, rainha do Maranhão. São Luís: AML, 1991. SAMPAIO, Eliana; GOMES, Delfina; PORTE, Marcelo. HISTÓRIA DA CONTABILIDADE E O GÊNERO FEMININO: O CASO ANNA JANSEN, A RAINHA DO MARANHÃO (SEC. XIX). Revista Española de Historia de la Contabilidad. 2017. pg. 59-89. Disponível em: <file:///C:/Users/09705784906/Downloads/306-1120-1-PB.pdf>. Acesso em 05 de maiode 2018.
SOUSA, Lucimar Carvalho. Os Pasquins em São Luís na primeira metade do século XIX. São Luis. 2006. Disponível em <http://www.outrostempos.uema.br/curso/especializacaopdf/lucimarc.pdf>. Acesso em08 de maio de 2018.
SALEME, Roseliane. Ana Joaquina Jansen Pereira. Disponível em <https://www.infoescola.com/biografias/ana-joaquina-jansen-pereira/>. Acesso em: 13 de maio de 2018.






